Em um dia de grande instabilidade nos mercados globais, após a divulgação dos dados de agosto da folha de pagamento nos Estados Unidos, o ambiente de aversão ao risco se fortaleceu e a taxa de câmbio doméstica registrou movimento de depreciação, embora no acumulado da semana o real tenha se valorizado, ainda que timidamente . O dólar atingiu o patamar de R$ 5,60 na máxima da sessão, em um contexto bastante negativo para os ativos dos mercados emergentes, na esteira do “sell-off” das bolsas de valores em Wall Street.
Ao final do pregão, o dólar era negociado a R$ 5,5900 no mercado à vista, alta de 0,35%, após ter subido para R$ 5,6007, sua máxima. Na semana, a moeda americana registrou desvalorização de 0,75%. O euro comercial subiu 0,20% na sessão, cotado a R$ 6,1978 e registrou queda de 0,46% no acumulado semanal.
Resumo: O que esperar das taxas de juros no Brasil e nos EUA
O que esperar das taxas de juros no Brasil e nos EUA
A divulgação da folha de pagamento de agosto, altamente aguardada pelos participantes do mercado, ajudou a impulsionar a volatilidade nos mercados nacionais e globais durante a sessão. No mês passado, a economia americana criou 142 mil empregos, abaixo das expectativas (161 mil). Além disso, as revisões em baixa nas leituras anteriores, de Junho e Julho, ajudaram a reforçar a percepção de enfraquecimento do mercado de trabalho e da actividade económica dos EUA, uma vez que outros indicadores divulgados ao longo da semana já tinham levantado esta preocupação.
Apesar disso, as declarações dos responsáveis pela Reserva Federal (Fed) apoiaram o sentimento de que o banco central americano deverá iniciar o ciclo de flexibilização monetária dentro de duas semanas, com um corte de 0,25 pontos percentuais nas taxas de juro. . Assim, o ajuste nas taxas de juros de curtíssimo prazo nos EUA e o “sell-off” nas bolsas de Nova York pressionaram ativos de risco, como moedas de mercados emergentes, que penalizaram o real na sessão, embora o mercado brasileiro mercado permaneceu inalterado. distante. uma das piores atuações do dia.
O mercado se prepara agora para uma semana em que os dados de inflação no Brasil e nos EUA poderão selar os rumos da política monetária nos dois países e, consequentemente, ajudar a definir os rumos do real. Os traders observam que o crescente diferencial da taxa de juros de curto prazo ajudou a fornecer algum suporte ao real ao longo da semana, enquanto outras moedas sofreram com a força do dólar no exterior. Apesar disso, bancos importantes como Citi e JP Morgan mantêm uma visão neutra em relação à taxa de câmbio doméstica nas suas estratégias.
“O início do ciclo de aumento dos juros deve acabar sendo favorável à moeda, pois o Brasil estará em alta, enquanto o Fed e outros mercados emergentes continuam seus ciclos de flexibilização”, observam estrategistas do Citi em nota enviada aos clientes. Eles, porém, dizem preferir manter uma postura neutra às vésperas das eleições presidenciais dos EUA, “mas podemos migrar para a ponta ‘comprada’ [em real] depois disso, dependendo do tipo de pouso (suave ou forçado) que veremos nos EUA.”
Os estrategistas do JP Morgan também mantêm recomendação neutra em relação ao real e avaliam que uma melhor sinalização do governo sobre as perspectivas fiscais “é uma condição necessária para uma recuperação sustentável do real”. “Embora o BC tenha capacidade de intervir em larga escala [no câmbio]estamos céticos sobre quão eficaz isso seria se a razão subjacente para a fraqueza do real (ou seja, o fiscal) não fosse abordada”, enfatizam.
Neste sentido, profissionais do banco norte-americano notam que o fluxo de notícias na frente fiscal não tem sido animador após a apresentação do Orçamento do próximo ano, “embora ainda mostre uma grande lacuna em relação às estimativas de receitas do setor privado”. Os estrategistas do JP Morgan dizem que agora prestarão muita atenção à execução orçamentária deste ano e ao relatório bimestral de receitas e despesas agendado para 22 de setembro, quando o governo poderá precisar introduzir um novo congelamento de gastos em relação aos números revelados em julho.
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O pós Dólar fecha em alta após ‘folha de pagamento’, mas nota queda no total da semana | Finanças apareceu primeiro em WOW News.