Um trabalhador da BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, morreu depois de ficar preso em uma câmara de refrigeraçãocom 18 graus negativos, de um centro de distribuição da empresa em Embu das Artes (SP), na noite de quinta-feira (15/8). A vítima de 43 anos foi resgatada e levada para um hospital local, mas não sobreviveu.
Dezenas de prateleiras com paletes de produtos e painéis de aço empilhados caíram sobre o funcionário enquanto ele trabalhava na unidade, em frente à única porta de acesso e saída dos trabalhadores, bloqueando a passagem. Vídeos da tragédia circulam nas redes sociais desde o fim de semana.
No momento da queda, o funcionário não manobrava nas prateleiras que desabaram e havia outro funcionário no mesmo corredor, mas conseguiu escapar com ferimentos leves. Porém, ambos ficaram presos na câmara até que a porta foi liberada e o Corpo de Bombeiros chegou. A delegacia de Embu das Artes, que investiga o ocorrido, informou que o caso foi registrado como homicídio e lesão corporal, mas que a morte continua sob investigação.
Segundo a delegacia, é necessário verificar as condições da câmara no momento, ou seja, se havia paletes excedentes armazenados no local, acima dos limites de peso permitidos, além de ser necessário entender as alternativas de segurança para os funcionários na câmara.
Em seu relatório integrado de 2023, que cita ações ESG, que envolvem a segurança dos trabalhadores, a BRF afirmou que “manter todos seguros é sempre a prioridade porque respeita a vida e a saúde como valores soberanos”. No documento, a empresa também registrou que obteve “conquistas relevantes em sustentabilidade e melhoria nos padrões de governança”.
Os centros de distribuição de congelados armazenam uma grande quantidade de produtos. Em 2018, o centro BRF Embu das Artes contava com 25,4 mil posições paletes, segundo a empresa à época, o que exige amplo suporte de armazenamento para evitar superlotação ou falta de espaço de armazenamento.
Em 2018, o processo de distribuição em Embu das Artes foi 99,95% preciso, segundo a empresa da época.
O Valor tentou contato com a família do funcionário falecido, mas recebeu informações de fontes da delegacia de que a família não informou se iria ou não processar a empresa.
Esta não é a primeira vez que problemas envolvendo funcionários da BRF ocorrem em câmaras frigoríficas. Em 2013, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito dos auxiliares de frigoríficos da BRF receberem adicional de periculosidade. A funcionária disse que permaneceu longos períodos em câmara frigorífica, exposta a temperaturas inferiores a 12ºC e ruídos acima dos níveis toleráveis.
Segundo ela, foi necessário fazer pausas para recuperação térmica do corpo, o que não foi permitido pela empresa. A cada 1h40 era necessária uma interrupção de 20 minutos.
Houve decisão unânime da Segunda Turma favorável ao empregado, e a BRF foi condenada a pagar adicional de periculosidade ao trabalhador pelo período do contrato. A decisão agora se tornou definitiva.
Em relação ao caso de Embu das Artes, a BRF foi contatada para informar se existe alguma forma de acesso em caso de bloqueio para saída de funcionários do local onde ocorreu o falecimento e também para informar se identificou excesso de itens armazenados em áreas de as câmaras. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre esses pontos.
Na sexta-feira, a empresa informou que ativou protocolos de segurança, direcionando equipes de atendimento a emergências para atender as pessoas. Ela afirmou que lamenta profundamente o ocorrido, que está prestando apoio à família do funcionário falecido e que reitera seu compromisso com a segurança. A BRF também informou que isolou a área após a tragédia.
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