Médico ouvido pelo ge projeta que atacante só voltará a jogar em 2025 O atacante Osvaldo, do Vitória, deu um susto na torcida na última segunda-feira, ao ser internado em um hospital de Salvador com diagnóstico de tromboembolismo pulmonar. Horas depois, ele usou as redes sociais para dizer que estava bem, mas o período de recuperação deve deixar o atleta fora de campo pelos próximos meses. Aos 6 minutos do 2º tempo – gol de fora da área de Osvaldo do Vitória contra o Palmeiras Acompanhe o ge Vitória nos canais do WhatsApp Diante da situação, o ge contatou um médico especialista em embolia pulmonar e o Departamento Médico de Vitória para entender o que aconteceu com o atacante rubro-negro. Início do problema Tudo começou quando Osvaldo sofreu uma pancada na perna num treino do Vitória. Sem maiores complicações, ele viajou com o grupo para Goiânia, onde o time enfrentou o Atlético-GO, pelo Campeonato Brasileiro, no último sábado. Devido a desconforto no tornozelo, o atacante não entrou em campo. Porém, Osvaldo sentiu um desconforto no peito na volta do Vitória, após o jogo contra o Atlético-GO. Sem melhora nas horas seguintes, o jogador foi levado ao hospital e passou por exames de imagem que revelaram um pequeno coágulo no pulmão. -Ele não reclamou de nada que indicasse que ele tinha um coágulo de trombose na perna antes do evento. Acreditamos que, como o trombo foi agudo, tenha acontecido na viagem, na volta para Salvador – explica Marcelo Cortes, médico de Vitória. O que é tromboembolismo pulmonar Após exames, Osvaldo foi diagnosticado com tromboembolismo pulmonar. Neste caso, “trombo” significa coágulo, sangue coagulado. “Embolia” é um tipo de corpo estranho que se move pelo sangue. A combinação de conceitos, tromboembolismo, significa que um coágulo se deslocou para um local indesejado; no caso do atacante, o pulmão. – Geralmente, o tromboembolismo pulmonar ocorre em decorrência do deslocamento de um trombo, um coágulo, originado nos membros inferiores. Muitas vezes por trauma, cirurgia, imobilização, esse trombo, coágulo, percorre os vasos dos membros inferiores até encontrar o pulmão. E aí apresenta os sintomas mais intensos e perigosos – relata Almério Machado, médico especialista. Osvaldo se manifesta nas redes sociais após internação Redes sociais O que desencadeou Médicos ouvidos pelo ge relatam que a viagem de avião de Vitória para Salvador deve ter desencadeado o estado de Osvaldo, que já se recuperava de uma pancada na perna. – Um dos fatores de risco para tromboembolismo pulmonar são as viagens aéreas, principalmente as que duram mais de quatro horas. Outro fator de risco é o trauma e a imobilização do membro. Acho que estávamos enfrentando dois fatores de risco simultâneos. O trauma recente no membro inferior e a viagem de avião. Não sei o tempo de viagem. De qualquer forma, se já existe um risco e você acrescenta outro, aumenta muito as chances de ocorrer um evento trombótico no membro inferior, seguido de embolia pulmonar – explica Almério Machado. Marcelo Cortez, médico do Vitória, afirma que não é possível determinar se o trombo se formou antes ou depois da partida contra o Atlético-GO. Ele afirma que, caso a situação tivesse acontecido antes do jogo e o atacante entrasse em campo, poderia ter havido um “resultado desfavorável”. – Não sabemos dizer quando o trombo se formou, se foi antes, durante ou depois do jogo. A reclamação dele foi na volta, quando entrou no ônibus. Se ele tivesse formado um trombo antes da partida, se tivesse entrado em campo, teria tido um desfecho mais desfavorável. Mas não podemos garantir isso. Falei com o angiologista que fez o exame, que disse que o trombo era agudo. Se for agudo, você tem pouco tempo. Quando avaliei o atleta, ainda no pronto-socorro, ele não apresentava edema em membro inferior, que é o sintoma característico da dor. Ele não tinha quadro muito sugestivo de trombose – concluiu. Como é a recuperação de Osvaldo na pré-temporada pelo Vitória Victor Ferreira/EC Vitória/Divulgação Durante a recuperação, Osvaldo tomará medicação anticoagulante, o que impossibilita a prática de atividades físicas de alto impacto no período. – O anticoagulante reduz a coagulação. Faz o sangue, usando uma palavra que o leigo conhece mais, como mais fino, mais fino. Então, se você se cortar, sangrará mais e por mais tempo. Imagine um trauma em um membro do tórax, no crânio. O sangramento será prolongado. Todo mundo que se corta se corta e estanca o sangramento. Isso vai demorar muito para acontecer no indivíduo coagulado – explica Almério Machado. Almério Machado esclarece que a chance de recuperação total é muito alta. Por outro lado, a tendência é que o atacante perca o restante da temporada, pois precisará de pelo menos três meses para retornar às atividades físicas mais intensas. “Hoje o tratamento é muito eficaz. A chance de um indivíduo se recuperar é muito alta, mais de 95%. A chance de ele sofrer alguma consequência é muito baixa.” Marcelo Cortes, médico do Vitória, evitou especificar o tempo de retorno do jogador aos gramados, mas projeta que o período não deve ser curto nesses casos. – Teremos essa conversa com os médicos que nos acompanham esta tarde para saber todos os prazos. Mas, em tese, o tratamento requer medicamentos que afinam o sangue, por assim dizer, grosso modo. É o anticoagulante. E como o futebol é um esporte de alto impacto, que pode causar sangramentos e grandes hematomas… Desde que o hematoma seja no músculo, podemos lidar com isso. Mas se estiver na cabeça pode causar mudanças mais perigosas. Em tese, durante a anticoagulação plena o atleta não pode realizar nenhum treinamento ou praticar esportes de impacto como o futebol. Cuidados necessários A pedido do ge, Almério Machado listou os fatores de risco e os cuidados necessários que as pessoas podem tomar para evitar uma situação semelhante à do atacante do Vitória. – Pessoas comuns, que não apresentam fatores de risco, como traumas, uso de hormônios, histórico de trombose anterior, câncer, têm baixa chance de desenvolver trombose. Na maioria das vezes, não requer maiores cuidados. – Em qualquer caso, recomendamos que os idosos ou pessoas com excesso de peso ou com varizes façam algum exercício durante estes voos longos. É caminhar, mobilizar as panturrilhas para frente e para trás. Isso, pelo menos a cada duas, três horas, é o suficiente. Indivíduos que já tiveram diversas tromboses devem ser anticoagulados por um longo período. Para pessoas “normais” não há recomendações especiais de voo – concluiu.
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