agosto 15, 2024
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Da Máquina do Fluminense ao sonho do Maricá, Búfalo Gil se reinventa na cidade que adotou

Da Máquina do Fluminense ao sonho do Maricá, Búfalo Gil se reinventa na cidade que adotou
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Na função de coordenador técnico, aos 73 anos, o ex-jogador endossa o trabalho do técnico Reinaldo, ex-Flamengo, São Paulo e Botafogo. Time disputa final da Série A2 contra o Olaria por vaga na elite carioca Sentado no banco de um campo utilizado para treinamentos em Maricá, um idoso de 73 anos é repetidamente comemorado por quem passa por ele. Ele conta histórias de sua vida no futebol e até brinca sobre não conseguir largar esse vício. Vestindo o uniforme do clube, que inicia a final da Série A2 neste sábado, no Rio de Janeiro, Búfalo Gil é coordenador técnico do time desde o ano passado e se orgulha de ver o resultado de seu trabalho. + Maricá é campeão invicto da Taça Santos Dumont Gil já havia adotado Maricá na época da pandemia. Ele e a esposa Rose, que também é chef, são donos de um restaurante na cidade, que ainda tem espaço decorado com camisas do ex-jogador do Fluminense, Botafogo e Seleção. + Confira a tabela da Série A2 do Carioca Reinaldo e Búfalo Gil na comissão técnica do Maricá Thales Soares – Quando ele perguntou se eu queria trabalhar nesse projeto do Maricá, respondi: “Como treinador, nem pensar” – brincou Gil. + 50 anos depois, Gil relembra gol que deu vitória ao Comercial sobre o Santos de Pelé Após nove anos afastado do futebol, Gil aceitou o convite para voltar ao trabalho justamente em uma conversa em seu restaurante com Douglas Almeida, técnico do Maricá. Feliz por poder colaborar com o clube e a cidade, o ex-jogador confia no técnico Reinaldo, que defendeu Flamengo, São Paulo e Botafogo, como líder na busca pelo acesso. – Ele é um treinador muito bom. Atualizado sobre tudo – disse Gil. + Maricá vence Audax e está na final da Série A2 – Se você montar um time muito forte e focado no campeonato, é mais fácil que no ano passado. Ano passado tinha muitos jogadores da cidade, os caras se autodenominavam donos da cidade e não deu certo. E este ano funcionou. Estamos chegando a uma final com grande possibilidade de subir de posição, que é o nosso objetivo desde novembro do ano passado. Maricá Léo Alves/Maricá FC treina Gil se sente renovado. Ele se tornou um porto seguro para os jovens do grupo em busca de histórias e conselhos. Destaque da Máquina Fluminense de 1975 e 1976, o ex-jogador também teve grande experiência como treinador e busca ajudar da melhor forma possível em sua atual função. – A maioria deles, por serem jovens, não sabe quem foi Gil. É normal, porque a geração deles é diferente. Tem alguém que trabalha aqui que sempre diz “foram poucos que marcaram em Wembley, foi o Gil” e todo mundo olha dessa forma. Agora todos os dias tem alguém que faz algo especial com os atacantes. E tenho orientado alguns, por causa da minha função de diretor técnico, mas nunca vou interferir no trabalho do Reinaldo. Se você perguntar, nós responderemos. Então, a relação com essas crianças é muito boa. Existe respeito. Da minha parte e da parte dele foi muito grande para mim. Depois de muitos anos, até voltei com eles para conversar e explicar como funciona. Porque não tive essa oportunidade quando joguei – disse Gil. Ex-Flamengo, Reinaldo aponta o gol do título contra o Vasco como o mais importante de sua carreira Elogiado por Gil, Reinaldo, de 45 anos, ainda está no início da carreira como treinador. Depois de começar no Inter de Lages, onde também foi jogador, teve outras experiências até chegar ao Maricá no ano passado. – Sempre tive esse sonho de ser treinador de futebol. Porque na minha carreira trabalhei com excelentes treinadores, como Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, Carlinhos, Carpegiani, Zico, então todos me ensinaram muito. Agora estou me divertindo com o Maricá e só tenho a agradecer. Claro que o trabalho, no caso a ideia de jogo, tem que saber transmitir bem o conhecimento, deixar as ideias bem claras para os atletas, mas são eles que executam. É uma final muito importante para o clube e para nós também – disse Reinaldo, que já tinha relacionamento com o Maricá, pois seu irmão José Felipe jogou pelo clube em 2019. Reinaldo, técnico do Maricá Léo Alves/Maricá FC Outro técnico negro no briga por espaço no futebol, Reinaldo entende a responsabilidade de quem segue esse caminho. Ele já possui a licença A da Confederação Brasileira de Futebol e espera concluir em breve o processo para obtenção da licença Pro. – É um assunto muito importante. Nos vemos na final da Série A2 com dois negros (Reinaldo, de Maricá, e Edson Souza, de Olaria). Hoje temos poucos. Na Série A do Brasileiro, acho que Roger Machado, Jair Ventura. Independente da cor e da religião, é preciso ser uma pessoa honesta, correta, sempre respeitando os outros, mas sei da minha responsabilidade, por isso procuro estudar cada vez mais. Não adianta só ter jogado, empiricamente, tem que se qualificar, buscar informações com outros treinadores. Então, graças a Deus, estou obtendo resultados e, com isso, posso abrir mais portas para os negros. No ano passado, o campeão foi um negro, Silvestre, com Sampaio Corrêa. Então, tem que ser valorizado, não só no futebol, mas também nos outros esportes – disse Reinaldo, que mora em Maricá, mas viaja com frequência para o Recreio dos Bandeirantes, onde mora sua família. – Desde que comecei aqui tem sido assim. O clube vive 24 horas por dia, minha família sabe, eles me apoiam. A vida como treinador é totalmente diferente da vida como atleta. O clube tem que estar respirando, se preocupando com tudo, até com o corte da grama. Saiba se o atleta dormiu bem ou não, como está a família do atleta. Então, eu acho que esse é o papel do técnico, do comandante. O futebol do Maricá hoje é comandado por Douglas Almeida, Marcio da Kelme e Wanderson Imperador. O elenco principal é composto majoritariamente por jogadores contratados para esta temporada. A maioria deles mora em um hotel utilizado pelo clube. A prefeitura apoia financeiramente e também com a utilização do Estádio João Saldanha e demais instalações de treinamento. O nascimento do clube coincide com o da escola de samba da cidade, que desfilou na Marquês de Sapucaí. Em relação ao futebol, o objetivo é chegar à elite carioca. O time já teve a chance de disputar a Copa do Brasil (pois foi vice-campeão da Copa Rio 2021) quando foi eliminado pelo Guarani em 2022. Agora, tem a chance de subir para a primeira divisão do estado no confronto com Pottery. O primeiro jogo é neste sábado, às 10h45 (horário de Brasília), na Rua Bariri. A decisão será no dia 24, no Estádio João Saldanha, em Maricá. Sandro, jogador do Maricá Léo Alves/Maricá FC Um dos veteranos do time é o zagueiro Sandro, de 36 anos. Capitão do time, o jogador foi revelado nas categorias de base do Fluminense, teve a chance de jogar fora do Brasil e esteve no Marcílio Dias, de Santa Catarina, antes de chegar ao Maricá. De olho no futuro, vem fazendo cursos de treinador da CBF e vê Gil e Reinaldo como exemplos a seguir. – Você tem que saudar. A presença do povo aqui é um privilégio para nós, extrai tudo do povo, trocando essas informações com ele. É ter humildade para reconhecer que vai dar tempo de adiantar – comentou Sandro, que lembra do início da carreira no Fluminense ao lado de jogadores como Thiago Silva. – Em 2009, ingressei como profissional no Fluminense, onde fiquei três anos. Tinha Thiago Silva, Roger Machado, Luís Alberto. São mais de 20 anos jogando bola, desde a base. Foi um sonho de infância. Temos total responsabilidade. As finais, os fãs. Hoje o futebol é o mercado e é gigantesco, mas é um prazer de criança. Este ambiente de futebol é muito agradável. Sentimos muita falta quando estamos de férias. A gente fica aqui, cansa, esgota a cabeça, mas sente muita falta. Sempre com um grande sorriso, Sandro diz estar satisfeito com o que tem feito no futebol. Ajudou a mãe a ter uma casa em São João de Meriti, onde mora a maior parte de sua família, e encontrou em Maricá um ambiente adequado para a reta final da carreira, mas com o desejo de ainda ser campeão e colocar o clube na liderança. liderança. primeira divisão do Rio de Janeiro. – O objetivo principal é ser campeão. E superamos situações diferentes. Não há favoritismo na final. São as duas melhores equipes do campeonato. Cada um tem suas peculiaridades, suas qualidades, seus defeitos, mas é o outro campeonato. A questão da superação vai lá em cima. Temos a oportunidade de colocar o Maricá num campeonato da primeira divisão. Tem garoto que nem jogou contra o Flamengo, contra o Vasco da Gama, não teve essa oportunidade. É uma oportunidade para ajudarmos a imaginar isso também.

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