Após atingir 41,1ºC, escolas e transportes da cidade do Rio de Janeiro adotaram diversas medidas para combater o calor em pleno inverno.
A máxima foi registrada na quinta-feira (12) em Guaratiba, zona oeste, segundo a prefeitura. Esta foi a temperatura mais elevada registada neste inverno, que termina no dia 22.
Nesta sexta-feira, apesar das previsões indicarem possibilidade de ultrapassar os 40°C, a temperatura chegou a 36,3°C em Irajá, também na região Norte.
Nas escolas públicas e privadas, os alunos são orientados a levar garrafas de água para encher nos bebedouros. Nas creches foram implementados chuveiros ao ar livre, à sombra, para os mais pequenos.
As chuvas são comuns nas escolas durante o verão, não neste período.
Autoridades ouvidas pela reportagem afirmaram que optaram por enviar sanduíches frios e sorvetes em bolsas térmicas para lanches. “Fiz suco de uva e manga para minhas filhas”, disse Karine Santanna, mãe de gêmeos adolescentes que estudam na 7ª série, em uma escola na Ilha do Governador, zona norte do Rio.
Em nota, a secretaria municipal de educação afirmou que “orienta as equipes escolares a estimularem os alunos a ingerirem líquidos com maior frequência e segue o Decreto nº 54.740, de junho, que prevê cinco níveis de calor na cidade e define diretrizes de atuação para cada um”. deles.” .”
“Aos mais altos níveis, as agências são aconselhadas a adaptar as atividades de risco ao calor extremo, ou mesmo ordenar a sua interrupção. No caso das escolas, as atividades habitualmente realizadas ao ar livre poderão ser suspensas ou transferidas para locais interiores”, acrescentou.
Nesta sexta-feira (13), praias como Copacabana e Ipanema, na Zona Sul, ficaram lotadas desde a madrugada, com cadeiras e vários guarda-sóis já abertos para proteger os banhistas por volta das 8h.
A prefeitura informou que sua atenção também está voltada para a população em situação de rua. “As unidades de Atenção Básica estão preparadas para atender pessoas com sintomas relacionados ao calor, contando com salas de medição e hidratação para os cuidados necessários. As equipes, principalmente do Programa Rua Consultório, estão atentas ao atendimento necessário às populações mais vulneráveis, como moradores de rua”, afirmou em nota.
A secretaria municipal de saúde destacou que as principais orientações para esse período são evitar exposição ao sol e atividades externas nos horários mais quentes do dia; manter a hidratação; evite alimentação pesada e bebidas alcoólicas; e procure ambientes mais frescos, com ventilador ou ar condicionado.
“Também é importante ficar atento aos sintomas de problemas causados pelo calor como insolação, dores de cabeça, náuseas, cólicas e cansaço, após exposição a altas temperaturas. Nestes casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliar os sintomas. “, acrescentou.
Segundo os bombeiros, nesta sexta-feira, são cerca de 40 ocorrências de incêndios em vegetação em andamento no Estado do Rio de Janeiro. No dia anterior, foram registrados cerca de 460 surtos no Rio de Janeiro.
Um dos pontos registrados foi no Parque das Andorinhas, no bairro de Itaipu, em Niterói, que permaneceu em chamas por mais de 12 horas. Entre esta quinta e sexta-feira, também foram registrados incêndios em áreas de vegetação na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana e na base da Pedra da Gávea.
Até o início de setembro já haviam sido registrados 841 incêndios florestais no Estado. Nesse ritmo, o número pode bater o recorde registrado em 2011, quando o Rio teve 972 casos ao longo do ano.
Este ano, o Corpo de Bombeiros respondeu a mais de 16 mil ocorrências, cerca de 4,6 mil a mais que no mesmo período de 2023.
Com a seca e a falta de chuvas, o abastecimento de água pode ser afetado no Estado. Nesta quinta-feira, o governo afirmou que serão realizadas obras emergenciais para manter a vazão do Sistema Imunana-Laranjal e minimizar os efeitos da seca no abastecimento de água à população fluminense.
“Os trabalhos começam esta semana, com as obras de desassoreamento do Canal Imunana, onde a Cedae capta água para abastecer cerca de dois milhões de pessoas”, afirmou em comunicado.
O sistema energético também é impactado pelo calor. Em nota, a Light, concessionária responsável pela rede elétrica, afirmou que, além dos incêndios que afetam o sistema elétrico, “as ligações clandestinas sobrecarregam os transformadores, que são projetados para atender clientes regulares, e podem levar ao desligamento de equipamentos e a falta de luz.”
A empresa ainda enfrenta um prejuízo anual de aproximadamente R$ 800 milhões por roubo de energia. Em média, para cada 100 clientes regulares, 34 estão envolvidos em roubos.
Para amenizar o calor no transporte, o Metrô carioca instalou ventiladores nas estações. A frota possui ar condicionado. “Os equipamentos de refrigeração passam por vistorias diárias e, caso seja constatado algum problema, o trem é retirado de circulação e encaminhado imediatamente para o centro de manutenção”, afirma a assessoria de imprensa da concessionária.
Os passageiros das balsas reclamaram do calor dos barcos – nem todos têm ar condicionado.
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Escolas pós-Rio adotam chuveiro após cidade ultrapassar 40°C | O Brasil apareceu primeiro no WOW News.