setembro 11, 2024
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“Inverta a pirâmide” na gestão

“Inverta a pirâmide” na gestão
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A estrutura piramidal nas empresas tem raízes históricas e está relacionada ao desenvolvimento das organizações ao longo do tempo, influenciadas pelas práticas militares, administrativas e industriais. Até recentemente, havia quase um consenso na gestão tradicional de que diretores, presidentes, vice-presidentes e até gerentes eram as pessoas que melhor entendiam a empresa, seus setores e departamentos. Esta mentalidade sustentava que, se um indivíduo ocupava uma posição de liderança ou relevância, era porque, naturalmente – e até automaticamente – possuía maiores e melhores conhecimentos que os outros. Nesse contexto, os organogramas empresariais assumiram uma forma “piramidal”, uma representação gráfica que também simbolizava essa hierarquia de conhecimento, além, é claro, de comunicar relações formais de poder e autoridade. A estrutura piramidal nas empresas tem raízes históricas e está relacionada ao desenvolvimento das organizações ao longo do tempo, influenciadas pelas práticas militares, administrativas e industriais. Continua a ser um desenho organizacional bastante comum, embora hoje existam modelos mais horizontais e ágeis, como “estruturas matriciais” e “organizações em rede”, que visam aumentar a flexibilidade e a inovação. No entanto, a definição e implementação de novas estruturas não garantem mudanças efetivas nas práticas diárias de gestão, enraizadas na cultura da organização. Precisamos ir mais longe, buscando “inverter a pirâmide”, virando-a de cabeça para baixo. Um exemplo claro dessa mudança foi dado recentemente por Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista, um dos maiores empregadores do país, com 84 mil funcionários, distribuídos em 294 lojas e 25 estados. Em entrevista ao podcast “CBN Profissional”, parceria entre o jornal “Valor Econômico” e a rádio CBN, ele afirmou: “Quem desempenha a função sabe mais que liderança”. Esta afirmação reflete a ideia central do sistema de gestão enxuta e representa uma das bases do “jeito Toyota”. É um conceito simples, mas, pela força da cultura empresarial mais tradicional, difícil de colocar em prática. No entanto, após reflexão, é a abordagem mais lógica. As pessoas que estão envolvidas nas operações do dia-a-dia, desempenhando as suas funções ao longo de anos, muitas vezes ao longo de décadas – como operadores de fábrica, vendedores de campo e profissionais de escritório – estão naturalmente mais próximas das atividades e dos negócios da empresa. Possuem conhecimento prático insuperável sobre as dificuldades e facilidades do trabalho, sobre o que funciona e o que não funciona. Muitas dessas pessoas também estão mais próximas de quem realmente importa: os clientes. Através de inúmeras interações, eles sabem o que os clientes desejam, o que agrega valor e o que não é relevante. Esta proximidade torna os profissionais da linha da frente muito mais informados do que, por exemplo, a própria gestão da empresa, que, por razões óbvias, não consegue estar presente em todos os momentos e locais onde o trabalho decorre. Esta mudança de mentalidade é crucial para podermos tomar melhores decisões, resolver problemas de forma mais eficaz, melhorar a experiência dos nossos clientes e aumentar a segurança psicológica no local de trabalho. Sob estas premissas, pode-se afirmar que o papel da liderança precisa ser essencialmente redefinido: de quem manda a facilitador da sabedoria coletiva. Líderes que se tornam ouvintes atentos e catalisadores do conhecimento prático dos colaboradores, incentivando a inovação e a resposta ágil às demandas do mercado. São os arquitetos de uma cultura onde o valor é reconhecido em todos os níveis da organização, invertendo a pirâmide tradicional para colocar a experiência e as necessidades diretas do cliente no centro de todas as decisões estratégicas. Mas como colocar isso em prática? Aproxime-se o máximo possível das pessoas que “fazem o trabalho acontecer” para primeiro ouvi-las sobre os problemas que identificam e as soluções que propõem. Depois, apoie a implementação destas soluções, desde que obviamente façam sentido. Esta é, no fundo, a base de uma “nova liderança” que, a cada dia, se mostra mais produtiva e promissora nas organizações. Então não perca tempo. Se você ocupa uma posição de liderança, reflita sobre como funciona a “pirâmide” na sua organização. E, se for o caso, inicie o processo de “inversão”. Mais lido

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