setembro 4, 2024
3 mins read

Mulheres com endometriose têm 20% mais risco de infarto ou AVC, aponta pesquisa

Mulheres com endometriose têm 20% mais risco de infarto ou AVC, aponta pesquisa
Antecipação saque aniversário fgts


Trabalho apresentado em congresso de cardiologia revela que uma doença comum em mulheres pode causar danos ao coração e aos vasos sanguíneos. A dor é um dos principais sintomas da endometriose Getty Images A endometriose é uma doença que afeta uma em cada dez mulheres. E essa população tem um risco 20% maior de sofrer de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Essa é a principal conclusão da pesquisa realizada no Hospital Rigshospitalet da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, apresentada nesta segunda-feira (2) no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC 2024), que acontece em Londres, no Reino Unido. O trabalho utilizou uma base de dados dinamarquesa que continha muita informação sobre saúde. No total, foram selecionados casos de endometriose diagnosticados entre 1977 e 2021. Endometriose: o que é e quais os seus principais sintomas? O desafio de tratar a endometriose, uma condição dolorosa que não tem cura. Os autores compararam um grupo de 60.508 mulheres que tiveram a doença com outras 242.032 que nunca sofreram da doença. Todos foram avaliados há 16 anos, em média. Durante o acompanhamento, foram avaliadas diversas questões, como situação socioeconômica, escolaridade e uma série de possíveis problemas cardiovasculares — como infarto, arritmia, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Os dados mostram que a frequência de resultados prejudiciais ao coração e aos vasos sanguíneos foi maior entre pacientes com endometriose. Segundo os autores, as mulheres com esta doença têm um risco quase 20% maior de sofrer de problemas cardiovasculares em comparação com a população em geral. Peeling descontrolado Para entender a endometriose, é preciso saber como funciona o endométrio. Esse tecido reveste as paredes internas do útero e tem como principal função receber o embrião, que se forma a partir da fusão do óvulo com o espermatozoide. A membrana passa por uma série de transformações durante o ciclo menstrual. No final do período, quando ocorre a menstruação, o “velho” endométrio se desprende para dar origem a novo tecido – que está em melhores condições para eventualmente acomodar um embrião, caso ocorra a fertilização. A endometriose acontece quando o endométrio aparece em outras áreas do corpo além do útero. Nas mulheres afetadas pela doença, esse tecido aparece frequentemente nos ovários e nas trompas de falópio. Em alguns casos, é detectado em outras regiões mais distantes, como bexiga e intestino. Mesmo deslocada, essa membrana continua passando por esse processo contínuo de crescimento e descamação. Esse ciclo, por sua vez, gera sintomas muito desagradáveis, como períodos de fortes dores, que impedem as atividades diárias, sangramentos e desconforto na hora de ir ao banheiro. Alguns pacientes ainda sentem cansaço intenso, cólicas e desconforto durante a relação sexual. Embora existam maneiras de diagnosticar a endometriose, ainda não foram desenvolvidos medicamentos específicos para lidar com a doença. Cirurgias, remoção do útero e dor “insuportável”: a saga de 20 anos de uma mulher identificando a endometriose O tratamento geralmente envolve medicamentos para alívio da dor (como paracetamol ou ibuprofeno) ou terapia hormonal. Em casos graves, pode ser necessária uma cirurgia para remover o endométrio que está fora do lugar. Na endometriose, o tecido que reveste o útero cresce em outras partes do corpo, como os ovários e a bexiga, conforme ilustrado em vermelho na imagem acima Getty Images A inflamação é a chave? Durante a apresentação do trabalho dinamarquês na ESC 2024, a médica Eva Havers-Borgersen foi questionada sobre os fatores que poderiam explicar a relação entre endometriose e doenças cardíacas. O autor do artigo reforçou que a pesquisa fez uma associação — ou seja, utilizou um banco de dados para entender se um fator (endometriose) tinha alguma ligação com o outro (problemas cardiovasculares). “Mas possivelmente a inflamação e o estresse oxidativo relacionados à endometriose podem aumentar o risco cardíaco”, especulou ela durante a sessão científica. “Este pode ser o mecanismo por trás desta associação”, continuou ela. Num comunicado divulgado à imprensa com os resultados da investigação, Havers-Borgersen reforçou que, “durante décadas, os próprios fatores de risco e as doenças cardiovasculares foram vistos numa perspetiva masculina”. “Por exemplo, a disfunção erétil aparece nas diretrizes que avaliam o risco cardiovascular do paciente”, lembra ela. “No entanto, uma em cada três mulheres morre de doença cardiovascular e uma em cada dez sofre de endometriose.” Para o médico, os resultados do estudo indicam que a endometriose também deve ser considerada nas avaliações feitas no consultório do cardiologista. Havers-Borgersen sublinha que os factores de risco que afectam especificamente o coração das mulheres precisam de ser analisados ​​mais de perto. “Sugerimos que pacientes com endometriose e outras doenças, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, façam avaliação de risco cardiovascular”, finaliza. Ela entende como a endometriose pode incapacitar quem menstrua: ‘atrapalha tudo’ Endometriose: entenda os sintomas, diagnóstico e tratamentos

empréstimo bancário juros

Simulação de empréstimo consignado Bradesco

refinanciamento de empréstimo

bolsa c6 consignada

quantos empréstimos um aposentado pode contrair

empréstimo pessoal em curitiba

simulador de empréstimo consignado banco do brasil

simulador de empréstimo em dinheiro

A postagem Mulheres com endometriose têm risco 20% maior de ataque cardíaco ou derrame, mostra pesquisa apareceu pela primeira vez no WOW News.



Wow News

Japão estabelecerá centro de pesquisa de chips em parceria com Intel | Empresas
Previous Story

Japão estabelecerá centro de pesquisa de chips em parceria com Intel | Empresas

Sem Messi, Argentina deve ter dupla de ataque com Julián Álvarez e Lautaro contra o Chile
Next Story

Sem Messi, Argentina deve ter dupla de ataque com Julián Álvarez e Lautaro contra o Chile

Latest from Blog

Go toTop

Don't Miss

Link. Com women's only ad free search engine searchourweb. Solution prime ltd.