O X (anteriormente Twitter) foi suspenso nesta sexta-feira (30) por Alexandre de Moraesministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após palanque, do empresário Elon Muskdescumpriu a ordem judicial para nomear um representante legal no Brasil.
- Leia mais:
- X perde usuários no Brasil e seu bloqueio deve esvaziar ainda mais o portfólio de anunciantes
- Moraes volta atrás e suspende proibição de download de aplicativos VPN
O pedido de nomeação de representante ocorreu após a empresa encerrar o escritório no país num contexto que envolvia o não pagamento de multas relacionadas com o descumprimento de outras ordens relativas à suspensão de perfis na plataforma.
Musk afirma que os pedidos de suspensão de perfil violam a liberdade de expressão, o que ele não toleraria, apesar de responder a pedidos semelhantes em outros países e de censurar conteúdos sobre si mesmo na rede social.
Entenda em 5 pontos a derrubada do X no Brasil.
1. Por que o STF solicitou a suspensão de X no Brasil?
O ministro Alexandre de Moraes pediu a suspensão do X no Brasil depois que a empresa não respeitou a ordem de nomear um representante legal no Brasil.
Além disso, a plataforma adotou recentemente a postura de descumprir outras solicitações legais, como a suspensão de perfis de políticos relacionados a investigações de ataques golpistas.
Com isso, a Justiça estipulou multas a serem pagas pela empresa, que vêm se acumulando. Segundo cálculo da Secretaria Judiciária do STF, o valor já chegou a cerca de R$ 18,3 milhões.
No dia 17, Elon Musk, dono da plataforma, anunciou o fechamento do escritório da empresa no Brasil, acusando Moraes de ameaçar seus funcionários com prisão por descumprimento de ordens judiciais.
Após o fechamento, o ministro determinou a nomeação de um representante legal da empresa em até 24 horas para fazer cumprir os pedidos em andamento.
A plataforma de Musk disse que não atenderia ao pedido da Justiça e que esperava o bloqueio no Brasil. Com o fim do período, foi determinada a desativação “imediata, total e completa” da plataforma no país.
2. OX já está offline?
A partir da meia-noite deste sábado (31), a rede social já estava offline em diversos dispositivos no Brasil, mas a derrubada é gradual, pois envolve diferentes operadoras de internet espalhadas pelo país.
No Downdetector, que registra reclamações em canais digitais, há diversos registros de X estar offline. Um deles disse que a rede social deixou de funcionar primeiro no computador e depois no celular.
Os internautas já relatam que não conseguem acessar a plataforma de diversas operadoras, que começaram a ser notificadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a necessidade de remoção da plataforma. O órgão deverá informar o STF até a tarde deste sábado sobre as medidas tomadas.
As principais operadoras do país (Claro, Oi e Vivo) já foram notificadas e representam mais de 40% do mercado. A Starlink de Musk é a 16ª maior provedora de internet, com 0,4% do total de acessos banda larga no Brasil.
3. O que posso fazer para acessar a rede?
Na sexta-feira, Moraes também estabeleceu multa diária de R$ 50 mil, além de outras sanções civis e criminais, para pessoas físicas e jurídicas que tentarem acessar o X mesmo após a decisão de retirá-lo por meio de mecanismos como VPN (rede virtual privada). .
Uma VPN é um tipo de túnel virtual que permite ao usuário acessar conteúdos disponíveis em outros países. Como o X foi suspenso no Brasil, mas continua ativo em outros lugares, os internautas poderiam tentar acessar a plataforma por meio de subterfúgios.
A decisão de proibir o acesso ao X via VPN foi considerada desproporcional pelos especialistas.
O juiz também decidiu que a Apple e o Google impossibilitariam o uso da VPN por seus usuários, removendo o serviço de suas lojas online. O mesmo se aplicaria aos provedores de serviços de internet, como Algar, Telecom, OI, Sky, Live Tim, Vivo, Claro, Net Virtua e GVT.
O juiz, porém, cancelou essa determinação em relação às empresas em decisão posterior na sexta-feira.
4. O que dizem especialistas e autoridades sobre a suspensão?
A maioria dos especialistas entende que não era razoável que X simplesmente descumprisse as ordens judiciais brasileiras. Argumentam que é necessário respeitar o devido processo legal e recorrer caso os pedidos ou o valor das multas não sejam acordados.
Em relação à derrubada da rede no Brasil, porém, especialistas ouvidos pela reportagem apontaram restrições, como o fato de que prejudicaria todos os usuários.
A derrubada foi corroborada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou em seu parecer que a plataforma se caracterizava pelo descumprimento de decisões judiciais.
Caso a decisão judicial não seja cumprida, a plataforma poderá continuar bloqueada no Brasil, pois o saque é válido até que todas as ordens judiciais sejam cumpridas, com pagamento de multas e nomeação de representante legal em território nacional.
“Se o Twitter voltar a cumprir a legislação nacional, por exemplo, cumprindo ordens e nomeando um representante no país, poderá retomar as operações. O bloqueio resulta de uma série de medidas que buscam aplicar a legislação nacional, e não de perseguição a Musk”, afirma Caio Machado, que é advogado e pesquisador ligado a discussões sobre internet.
empréstimo pessoal do banco pan
simulador de empréstimo de caixa aposentado
empréstimo consignado para assalariados
O post Em cinco pontos, entenda a suspensão do X no Brasil | A política apareceu primeiro no WOW News.