Depois de ontem o IPCA-15 não ter sido suficiente para sustentar os argumentos de aumento ou manutenção da taxa Selic, os agentes aguardam novas informações para orientar as apostas nas taxas de juros no Brasil. Hoje, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa de evento do Santander, às 10h, e pode tentar dar mais clareza à comunicação da autoridade monetária, o que tem gerado alguns ruídos nas últimas semanas. Além disso, os números do Caged fornecem novas evidências sobre o ritmo de contratações no país, em meio a temores de um mercado de trabalho já muito apertado.
A ausência de indicadores e acontecimentos relevantes nos mercados globais pode trazer o foco dos agentes para o ambiente doméstico nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos, os investidores aguardam os números do Produto Interno Bruto (PIB) amanhã e os dados do Índice de Preços ao Consumidor (PCE) na sexta-feira.
Além da agenda macroeconômica, o mercado ainda aguarda o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento dos negócios desta quarta-feira. Nos trimestres anteriores, a publicação dos resultados corporativos da empresa aumentou significativamente a volatilidade global dos negócios, dado o grande otimismo dos investidores em temas relacionados à inteligência artificial.
Assim, temas domésticos podem nortear os rumos dos ativos nesta quarta. Em meio às divergências da maioria dos agentes financeiros sobre a necessidade de retomada do aperto monetário no Brasil, o mercado deve examinar com atenção os discursos do presidente do BC, Roberto Campos Neto, na 25ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo.
Segundo parte do mercado, as mensagens mais conservadoras emitidas pelo diretor de política monetária, Gabriel Galípolo, nos últimos dias, reforçaram as apostas de que a Selic voltará a subir em setembro. Porém, houve certo desconforto com a interpretação entre os membros do BC e as declarações mais recentes buscaram reforçar que não há “orientação” para a próxima reunião e que o Copom continuará dependendo dos dados. Assim, ganham hoje relevância as falas de Campos Neto, que podem buscar uma tentativa de alinhamento com a comunicação recente da comissão.
Ao mesmo tempo, um dos argumentos que tem ganhado força para os defensores da necessidade de elevação dos juros no país é a robustez da atividade econômica, que estaria operando acima do seu potencial. Assim, o número do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho pode trazer novas evidências sobre o já apertado mercado de trabalho brasileiro.
No mercado cambial, o índice DXY apresenta uma subida firme de 0,41% esta manhã, com o dólar a registar uma valorização firme face ao euro (+0,55%). Frente às moedas emergentes, o movimento é misto, com a moeda americana apresentando alívio frente ao peso mexicano (-0,93%), após a forte valorização registrada na véspera.
O Ibovespa também pode apresentar alguma correção na sessão desta quarta, com a queda das commodities. Perto das 8h, o contrato futuro do Brent para entrega em outubro caía 1,52%, sendo negociado a US$ 78,26 por barril, queda que vem acompanhada dos preços do minério de ferro.
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