Esta data celebra o trabalho de pessoas que buscam reduzir diversas desigualdades sociais. O Dia Nacional do Voluntário é comemorado em 28 de agosto. Criada pela Lei 7.352, de 1985, a data desta quarta-feira homenageia as pessoas que dedicam seu tempo a ajudar o próximo sem esperar benefícios em troca. Diferentes projetos de voluntariado foram criados no Rio de Janeiro ao longo dos anos. Iniciativas como Gastromotiva, Cine Carioca Nova Brasília, Instituto Bola Pra Frente e Projeto Urê marcaram a história do município, combatendo a desigualdade social em diversas frentes e de diferentes formas. Para compartilhar mais sobre essas ações que fazem a diferença para a população carioca, hoje apresentamos três histórias de trabalhos voluntários que estão acontecendo na cidade. Confira: ‘prateleiras inteiras de arquivos desapareceram’, diz Ronnie Lessa sobre pagamento para encerrar investigações Veja também: polícia prende suspeito de roubar equipamentos de antena de telefonia na Baixada Fluminense Localizado a dez minutos do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro Janeiro , o projeto Oferecendo um Favor à Vida foi idealizado pela fisioterapeuta Raquel Spinelli. Isso aconteceu depois que Raquel observou os desafios enfrentados pelas gestantes que moram no Morro da Providência. — Moro na região portuária, nasci e cresci na comunidade e sempre quis fazer algo por esse lugar — diz Raquel. — Ao atender gestantes na favela, comecei a perceber o quão mal suas gestações foram vivenciadas, em comparação com minhas pacientes no Leblon e em Ipanema, que vivenciaram o momento de forma muito mais plena e saudável. Isso me incomodou e resolvi criar o projeto para atender essas mulheres em situação de vulnerabilidade. Em 2011, Raquel criou o Providenciando e trabalhou como voluntária no projeto por mais de 10 anos. Hoje, depois que o projeto se oficializou como Organização Não Governamental (ONG), o fisioterapeuta atua quase inteiramente em ação. — Em 2014, o Providenciando se oficializou como ONG e a captação de recursos ficou muito mais difícil — lembra Raquel. — Naquele momento, entendi que agora estava à frente de uma nova empresa e comecei a me dedicar muito a esse trabalho. Providenciando nasceu após a fisioterapeuta Raquel Spinelli perceber a diferença social nas gestações de suas pacientes vulneráveis Divulgação Atualmente, além do projeto que apoia mulheres em gestações não planejadas, atingindo 200 gestantes por ano, Providenciando possui um programa de empregabilidade e geração de renda voltado para para mulheres de baixa renda, além de uma creche integral que recebe mensalmente 140 crianças da Comunidade Providência. — No futuro, pretendemos ter sede própria para expandir nosso trabalho para outras comunidades — afirma Raquel. — As necessidades dos moradores da comunidade são muito amplas, por isso queremos muito continuar, crescer e influenciar a população. Faz parte da nossa missão partilhar esta cultura de solidariedade, mostrando que a vida não é individual. Hoje, a Providenciando conta com cerca de 20 voluntários que participam ativamente das atividades, mas muitas vezes realizam ações em parceria com outras empresas. Para comemorar o Dia Nacional do Voluntariado, por exemplo, a ONG, em parceria com o Grupo CCR, vai revitalizar e ampliar a horta de sua creche, a Anita Way, nesta quinta-feira. Um dos principais objetivos do projeto é facilitar a identificação das gestantes com as dificuldades que enfrentam nesse período. Divulgação Cerca de 20 funcionários das concessionárias CCR Barcas e VLT Carioca participarão da reforma da horta, plantando mais de 300 mudas de hortaliças e ervas, além de reorganizar a horta. Os participantes do mutirão receberão assistência técnica da ONG Cidades Sem Fome, e todos os insumos para a reforma foram doados pelas empresas. — As ações de voluntariado aproximam as pessoas e qualificam o atendimento que oferecemos a quem mais precisa — afirma Raquel. — Ter o jardim que serve as nossas famílias reabastecido e completamente revitalizado significa muito. Toda colaboração é importante e pode transformar vidas. A quase 40 quilômetros do Morro da Providência, uma família do bairro Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, utilizou o trabalho voluntário como forma de lidar com uma perda. Coordenado pela jornalista Ana Flávia Rodrigues, 23 anos, a Operação Marmita é um projeto que entrega mensalmente refeições à população em situação de rua de Padre Miguel e entorno. Em seu terceiro ano de operação, a iniciativa pretende se expandir. — O projeto nasceu em 2021, após a morte de Andreza, um membro muito querido da nossa família — diz Ana Flávia. — Nossa família é muito unida, e o projeto foi a forma que encontramos para ressignificar esse luto, pensando na memória dela e usando esse sentimento para mudar a realidade que nos cerca. O projeto, que começou com a entrega de 56 marmitas, distribui hoje cerca de 300 refeições por mês Divulgação O projeto, que começou com 56 refeições distribuídas em Padre Miguel no domingo de Páscoa, entrega atualmente cerca de 300 refeições quentes por mês, chegando a 600 em pratos especiais edições, e expandiu sua atuação para os bairros de Campo Grande, Bangu, Realengo e Marechal Hermes. Hoje, a Operação Marmita funciona por meio de doações e conta com cerca de 30 voluntários mensalmente. Os participantes incluem membros e amigos da família Rodrigues, além de moradores do entorno que souberam do projeto nas redes sociais e decidiram ajudar. — Atualmente temos uma campanha de arrecadação de recursos para obter nosso CNPJ e profissionalizar a Operação — afirma Ana Flávia. — Pretendemos ampliar nosso trabalho, criar novas formas de comunicação com o público e nossos doadores, construindo um projeto sólido que atenda mais pessoas e possa fazer mais pela população em situação de rua. Embora haja um movimento para oficializar o projeto, Ana Flávia afirma que o objetivo final da Operação Marmita é se tornar cada vez menos necessária: — Aumentamos muito de tamanho nos últimos anos. Já se passaram três anos e quando olhamos para trás vemos que o projeto cresceu. Mas, na verdade, sempre dizemos que o principal objetivo da Operação Marmita é que ela não precise mais existir, que no futuro possamos viver numa cidade onde a fome e a pobreza não sejam uma realidade. O projeto conta com cerca de 30 voluntários mensalmente. Entre familiares e amigos também podemos encontrar pessoas que conheceram o projeto pelas redes Divulgação Saindo da Zona Oeste e descendo pela cidade até o bairro de Botafogo, na Zona Sul, há um grupo de sete dentistas voluntários cuidando de os sorrisos de crianças e adolescentes atendidos pela ONG Pro Criança Cardíaca. Em 2003, o dentista Pierre Gentil implementou uma iniciativa que mudaria a vida de muitos destes jovens. Em parceria com a ONG, fundou o Projeto Odontologia Voluntária. — A higiene bucal adequada é essencial para pacientes com doenças cardíacas, pois correm maior risco de desenvolver infecções que podem comprometer gravemente a saúde — afirma Pierre. Hoje, o projeto idealizado pelo Dr. Pierre conta com sete dentistas voluntários. Divulgação O trabalho da equipe vai além dos tratamentos odontológicos. Também se dedicam à educação de crianças e famílias, distribuindo uma cartilha informativa que explica a importância dos cuidados diários e da prevenção de doenças bucais. Aos três anos, o paciente do Pro Criança, Ronald Maciel, teve todos os dentes de leite comprometidos. Foi com a odontopediatra Dra. Bartira Volschan, uma das profissionais voluntárias, que ela recebeu os cuidados essenciais. O profissional realiza, em média, seis consultas gratuitas na sede do Pro Criança. — Houve muitas extrações e restaurações quando Ronald ainda era muito jovem — diz Bartira. — Hoje, aos 12 anos, todos os seus dentes permanentes estão livres de cáries. Também é importante conscientizar os familiares, pois muitas vezes eles tentam aliviar as dores causadas por problemas cardíacos, como as frequentes internações, com guloseimas que podem prejudicar os dentes dessas crianças. O projeto proporciona não apenas sorrisos saudáveis, mas também qualidade de vida para pacientes que enfrentam grandes desafios socioeconômicos. Além dessa ação voluntária, o Pro Criança oferece cestas básicas, medicamentos e kits de higiene bucal, com abordagem multidisciplinar de atendimento, que inclui também Dermatologia, Nutrição e Psicologia. *Estagiário sob supervisão de Sanny Bertoldo.
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