O IPCA-15, conhecido como ‘prévia da inflação’, subiu 0,19% em agosto em relação a junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador desacelerou antes do visto em julho, quando subiu 0,30%.
O índice ficou em linha com a mediana das expectativas das 30 casas ouvidas pelo Valor Data, que apontava uma inflação de 0,19%. As projeções variaram de aumento de 0,09% a aumento de 0,29%.
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou 4,35%, abaixo dos 4,45% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Para quem não lembra, a meta do governo é uma inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o limite “aceitável” é de 4,5%.
Diferença do IPCA-15 para IPCA
Embora seja conhecido como “prévia da inflação” por antecipar o IPCA, o IPCA-15 mede nada mais, nada menos que a própria inflação, apenas em outro período.
A diferença prática em relação ao IPCA é que a “prévia” mede a inflação no dia 15 de um mês e outro, enquanto a inflação “oficial” mede a variação do início ao final daquele mês fechado.
E o que isso significa para o meu bolso?
Um dos efeitos mais evidentes é sentido no bolso das pessoas, afinal a inflação mostra que, em geral, as coisas estão mais caras. Contudo, uma segunda consequência do aumento dos preços diz respeito aos investimentos. O aumento (ou corte) da taxa de juros depende da inflação, porque um dos instrumentos que o Banco Central tem para controlar o aumento dos preços é justamente alterar a taxa Selic.
Quando a inflação está alta, a autoridade monetária aumenta as taxas de juros para “tornar” o dinheiro mais caro. Com isso, os empréstimos e financiamentos (tanto para consumidores quanto para empresas) ficam mais caros. Assim, há menos consumo, menos dinheiro em circulação e os preços tendem a cair novamente e a inflação volta ao normal..
O mesmo acontece no cenário oposto. Se a subida dos preços estiver sob controlo, a autoridade monetária pode cortar as taxas de juro (por outras palavras, “tornar o dinheiro mais barato”) para encorajar as pessoas e as empresas a gastar novamente sem comprometer os seus bolsos, uma vez que a subida dos preços está sob controlo. Portanto, é um estímulo para o aquecimento da economia.
Atualmente, o Banco Central interrompeu a sequência de cortes da Selic que vinha ocorrendo desde agosto do ano passado. E ele foi além: começaram a dar sinais de que as taxas de juro poderiam voltar a subir. O motivo da mudança foi justamente a preocupação com a inflação.
Na ata da última reunião do Copom, o BC informou que o cenário se tornou mais desafiador e que “as taxas de juros devem permanecer altas por tempo suficiente” e reforçou que “quaisquer ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”.
A declaração sugere, portanto, que o futuro da Selic depende de indicadores futuros, principalmente do que deve acontecer com a inflação.
Portanto, ao apresentar desaceleração, o IPCA-15 pode trazer um pouco de bom humor ao pregão. Por outro lado, o indicador ficou acima do esperado, o que pode ser visto com cautela. Agora temos que esperar e ver como o mercado responderá aos números.
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