Os aparelhos do grupo Hezbollah que foram alvo de uma explosão coordenada, nesta terça-feira (17), no Líbano, foram importados há cerca de 5 meses com cerca de 20 gramas de explosivos em seu interior. A informação foi divulgada pela agência de notícias Al Jazeera. Os investigadores ainda estão tentando determinar como os explosivos foram detonados. O governo libanês pediu a todos os cidadãos que deitassem fora os pagers imediatamente para evitar novas explosões.
A agência Associated Press apurou que os pagers foram adquiridos depois de um líder do grupo ter ordenado a suspensão do uso de telemóveis para evitar que a inteligência israelita interceptasse conversas.
As explosões duraram cerca de uma hora. O número de mortos chegou a nove e mais de 2.700 pessoas ficaram feridas. Segundo o ministro da saúde do país, 200 dos feridos estão em estado crítico. E entre os mortos está uma menina de oito anos.
Segundo testemunhas entrevistadas pelo The New York Times, foi possível ver fumaça saindo dos bolsos de algumas pessoas antes dos aparelhos explodirem. Os ruídos eram semelhantes a tiros ou fogos de artifício.
Repercussões e consequências políticas
Nos momentos seguintes, os hospitais da região registraram um aumento no número de pessoas que procuraram atendimento com lesões ou queimaduras nas mãos e outras partes do corpo, como os olhos.
Entre os feridos está o embaixador do Irão no Líbano, com ferimentos ligeiros nas mãos e no rosto.
O Irã ofereceu aviões para resgatar alguns dos feridos. E a população passou a doar sangue para ajudar nos tratamentos.
O primeiro-ministro do Líbano classificou a explosão coordenada de centenas de pagers no país como uma agressão criminosa de Israel. E ele disse que o ato representa uma grave violação da soberania libanesa.
O ministro das Relações Exteriores do país disse ao The New York Times que o caso piorará o conflito entre o Hezbollah e Israel em meio à guerra de Israel com o grupo terrorista Hamas, que é apoiado pelo Hezbollah.
O caso aconteceu um dia depois de representantes do governo israelense alertarem que estudavam aumentar os ataques contra o grupo. No entanto, o exército israelita não fez comentários após as explosões.
A crise entre Israel e o Hezbollah se agravou há cerca de 11 meses, quando o grupo realizou ataques em território israelense como forma de apoiar o grupo terrorista Hamas.
O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, disse que os Estados Unidos não tiveram envolvimento ou aviso prévio sobre o ataque. E disse que o país busca mais informações sobre o ocorrido.
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