JK foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Morreu em acidente de carro no Rio de Janeiro, em agosto de 1976. JK quando presidente do Brasil, no dia da inauguração de Brasília, em 1960. Arquivo Público do DF A construção de Brasília é uma das conquistas mais conhecidas da vida de Juscelino Kubitschek, presidente JK. Mas há outros fatos curiosos sobre a vida do político que prometeu 50 anos de progresso em 5 anos de governo – a duração do mandato presidencial na época. Clique aqui para acompanhar o canal do g1 DF no WhatsApp. Agosto é o mês de aniversário da morte de Juscelino. Nesta reportagem, veja pontos que marcaram a vida de JK e 7 fatos interessantes que você talvez não saiba sobre ele. São eles: Primeiro sapato aos 10 anos Origem cigana Médico urologista e trabalho na frente Correspondência com o médium Chico Xavier Perseguição e exílio durante a ditadura Vida na fazenda Polêmica sobre sua morte Quem foi JK JK fala sobre a construção de Brasília e sua chegada de pessoas que procuram trabalho na nova capital. Vídeo: Arquivo Público do DF Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902. Foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Cláudio Amorim, professor da Universidade Católica de Brasília, destaca que nesta época o O país vivia os efeitos do fim da Segunda Guerra Mundial e o Brasil, sob o governo de Getúlio Vargas, participava do conflito. Estes efeitos foram uma série de desafios económicos, sociais, políticos e diplomáticos. Durante seu mandato presidencial, JK trabalhou em um Plano de Metas que prometia 50 anos de progresso em 5 anos de governo – a duração do mandato presidencial na época. “Esse plano envolveu 31 metas distribuídas em cinco setores: energia, transportes, indústria, alimentação e educação. O mais icônico desses objetivos foi a construção de Brasília”, explica o professor. JK visita Brasília durante sua construção. Vídeo: Arquivo Público do DF JK também foi prefeito de Belo Horizonte, deputado federal, senador e governador de seu estado natal. Seu legado envolve elogios ao desenvolvimento do Brasil e críticas ao aumento da dívida externa. “JK representa um período de otimismo no Brasil, onde havia confiança generalizada no progresso e na modernização. Sua imagem está associada ao dinamismo, à inovação e à crença no potencial do Brasil”, afirma Cláudio Amorim. Curiosidades sobre Juscelino Kubitschek 1. Primeiro sapato aos 10 anos Foto de JK descalço. Reprodução Segundo o pesquisador de história de Brasília, João Amador, o ex-presidente quebrou o dedinho do pé esquerdo quando era pequeno. “Depois disso, sempre que ele usava sapatos fechados, o pé doía. mãe”, diz João Amador. João conta que mesmo adulto o desconforto continuou e o presidente tirava os sapatos sempre que podia, optando por andar descalço ou de meias (ver foto acima). 2. Origem cigana Juscelino ainda criança (à esquerda) com sua irmã Naná (à direita). Memorial JK/reprodução Segundo o Memorial JK, a mãe de Juscelino era neta de Jan Nepomusky Kubitschek, imigrante católico da Boêmia – hoje República Tcheca. Jan veio para o Brasil no século XIX. O pesquisador João Amador afirma que, em seu país de origem, os Kubitschek são de etnia cigana. Portanto, mesmo tendo nascido no Brasil, “JK seria o único presidente do mundo de origem cigana”. 3. Urologista e trabalho no front Juscelino Kubitschek presente. Coleção/reprodução Cememor Antes de ingressar na política, Juscelino formou-se em medicina em 1927. Segundo o Memorial JK, foi no baile de formatura que conheceu sua esposa, Sarah Gomes de Lemos. Em 1930, foi para a Europa se especializar em urologia (aparelho urinário). Memorial JK relata que se tornou professor assistente no Brasil e trabalhou em escritórios. Sua vida política só começou na Revolução Constitucionalista de 1932, quando atuou como médico no front e teve contato com figuras políticas. João Amador conta que, a pedido do amigo Benedito Valadares, que era interventor federal em Minas Gerais, cargo equivalente a governador, JK começou a trabalhar no governo do estado em 1933. “Aí ele começou a gostar de política, foi eleito deputado do governo federal aos 32 anos e nunca mais parou”, diz João Amador. 4. Correspondência com o médium Chico Xavier Saiba quem foi o médium Chico Xavier João Amador conta que JK, apesar de católico praticante, também foi aluno da Doutrina Espírita. O pesquisador conta que o ex-presidente, durante a construção da capital, enviou notas ao médium Chico Xavier com dúvidas. As respostas foram enviadas por Chico por meio da psicografia – de forma simplificada, a psicografia é um fenômeno em que o médium escreve mensagens de espíritos. “Na década de 1950 conheceu Chico Xavier, também mineiro, e os dois desenvolveram uma amizade um tanto escondida, pois o médium não era bem visto pela Igreja Católica da época”, diz o pesquisador. Amador afirma que embora o conteúdo das mensagens nunca tenha sido revelado, sabe-se que JK contava com elas para tomar decisões sobre obras no Planalto Central. 5. Perseguição e exílio na ditadura militar Juscelino Kubitschek lendo sobre seu impeachment. Agência Brasil/reprodução Em 1961, após o mandato presidencial, Juscelino tornou-se senador, mas pretendia concorrer nas eleições presidenciais de 1965. Tudo mudou em 1964 com o golpe militar, quando JK foi acusado de corrupção e teve seu mandato senatorial cassado. “[JK] foi alvo de perseguição. Teve seus direitos políticos cassados pelo regime em 1964, sendo acusado de corrupção, algo nunca comprovado”, afirma o professor Cláudio Amorim. O pesquisador João Amador conta que JK foi exilado na Europa e foi proibido de entrar em Brasília. o presidente retornou brevemente ao Brasil em 1965, período durante o qual foi submetido a interrogatórios e sofreu “ataques morais”, segundo o Memorial da Democracia. Logo, JK decidiu voltar ao exílio, mas continuou a ser vigiado pelo regime 6. A vida na fazenda Fazenda onde JK morava, perto de Brasília TV Globo João Amador conta que quando JK voltou ao Brasil, tentou ficar o mais próximo possível de Brasília possível, em Luziânia, em Goiás, e comecei a morar lá com a Sra. Sarah, onde permaneceu até sua morte em 1976”, diz a pesquisadora. A fazenda, conhecida como Fazendinha JK, ainda existe e pode ser visitada. 7. Acidente x atentado Arquivo N: Morte de Juscelino Kubitschek completa 40 anos O ex-presidente morreu em 1976, em um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. A morte de JK sempre gerou polêmica devido às suspeitas de que ele possa ter sido vítima de um atentado perpetrado pela ditadura militar (1964-1985). Veja o cronograma da investigação da morte de JK: Em 2013, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo anunciou que JK havia sido vítima de um ataque político: Segundo a comissão, evidências indicavam que o motorista Geraldo Ribeiro, que dirigia o Opala usado Segundo JK, ele havia levado um tiro na testa durante o trajeto, antes do acidente de carro. Essa evidência veio do laudo de um perito que afirmou ter visto uma perfuração no crânio do motorista durante a exumação de seu corpo em 1996. Em abril de 2014, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluiu que o governo militar não tinha papel algum. sobre a morte do ex-presidente: O relatório da Comissão Municipal de São Paulo foi encaminhado à Comissão Nacional da Verdade (CNV), que também investigou a hipótese de homicídio. A comissão nacional concluiu que tanto JK como o seu motorista foram vítimas de um acidente de carro, e não de homicídio. A rachadura no crânio do motorista foi causada, na verdade, por um ferimento durante a exumação, e o objeto metálico encontrado próximo ao corpo era um grampo usado para fixar o forro do caixão. Em 2017, a Comissão da Verdade Mineira (Covemg) afirmou que ‘muito possivelmente’ JK foi vítima de um ataque: O relatório final da Comissão da Verdade Mineira (Covemg) apontou contradições que sugerem que o ex-presidente sofreu um ataque político. “Analisamos nova documentação, outro conjunto de provas e chegamos à conclusão de que, muito provavelmente, muito possivelmente, o que aconteceu com Juscelino Kubitschek foi um ataque político”, disse o coordenador da Covemg, Robson Sávio Souza. LEIA TAMBÉM: COMEÇO DA DEMOCRACIA: Conheça Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil do Brasil e figura-chave na transição para a democracia MONARQUIA: Você sabia que um menino de 14 anos já governou o Brasil? Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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