setembro 13, 2024
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SP registra 6.717 focos de incêndio e se aproxima de recorde | Brasil

SP registra 6.717 focos de incêndio e se aproxima de recorde | Brasil
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O Estado de São Paulo registrou 6.717 incêndios de 1º de janeiro a 11 de setembro deste ano, segundo o projeto BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O número já é mais de quatro vezes o do ano passado (1.666) e se aproxima do recorde da série histórica, 7.291, ocorrido em 2010. O Inpe contabiliza incêndios desde junho de 1998.

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Somente nos primeiros 11 dias de setembro, o Estado registrou 1.307 incêndios, um aumento de quase 950% em relação ao mesmo período de 2023 (125). Nesta quinta-feira (12), a Defesa Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, combateu incêndios florestais em 19 cidades. O órgão mantém alerta de alto risco de incêndio para todo o estado até sábado (14).

O último dia sem foco de incêndio no Estado foi 17 de agosto. Desde então, todos os dias surgem incêndios em algum lugar. Segundo capitão Roberto Farina, porta-voz da Defesa Civil estadual, o município que mais combate incêndios é Pedregulho, no norte do estado, a 455 km da capital.

O primeiro foco foi registrado no dia 24 de agosto e, mesmo com as chamas apagadas, ocorreram vários reacendimentos nos dias seguintes. O problema, explica o capitão, é que as áreas ardidas são muito grandes, entre 100 e 1000 hectares – 1 hectare é o tamanho aproximado de um campo de futebol -, o que leva muito tempo para as equipas conseguirem apagar o fogo e causas É quase impossível identificar as brasas que ficam abaixo do solo, o que acaba gerando novos incêndios.

“As brasas e o chão ficam quentes. Quando cai a noite, em vez de o chão ficar mais úmido para apagar as brasas, agora não está mais úmido, só baixa um pouco a temperatura. Depois parece que o fogo se apagou, mas a brasa continua a arder, imperceptivelmente. No dia seguinte, começa a esquentar e as brasas voltam a acender, principalmente se houver vento, fazendo com que ela reacenda.

Marcelo Seluchi, climatologista do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), destaca justamente esse cenário de seca que atinge a região para explicar esta fase de tantos incêndios.

“O que aconteceu é que o período de seca começou mais cedo. Abril, por exemplo, que normalmente é um período de transição entre o período chuvoso e o período seco, já se comportou como o período seco, com pouquíssimas chuvas. Depois, o período seco foi mais seco que o normal. E já estamos em setembro, onde normalmente ocorrem as primeiras chuvas, mas essas chuvas também não chegaram”, afirma Seluchi.

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, menciona que o número de surtos registados até agora já ultrapassou os 5.598 no mesmo período de 2010, um ano recorde. Ele afirma que não há perspectiva de melhoria no futuro.

“Nada nos diz que este é um cenário isolado, que só acontecerá este ano, no final e que voltaremos a um certo grau de normalidade. Não é assim”, lamenta Astrini, exigindo uma mudança radical na legislação ambiental.

“Precisamos iniciar uma nova era de restrições à destruição ambiental no Brasil porque o clima já iniciou uma nova era, muito mais agressiva, impondo situações como a que estamos vendo.”

Capitão Farina afirma que atualmente mais de 15 mil pessoas trabalham no combate aos focos no Estado, entre agentes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Polícia Rodoviária, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e bombeiros voluntários.

Devido à grande extensão dos incêndios, 12 aeronaves foram utilizadas no combate nesta quinta-feira, sendo quatro aviões Águia da Polícia Militar e oito helicópteros. Somente em Pedregulho operaram dois aviões e um helicóptero.

E a previsão para os próximos dias não é animadora. A Defesa Civil afirma que o Estado continuará dominado por um clima seco e estável.

“Devido ao El Niño, que interrompeu os corredores de umidade na Amazônia, todo o norte e noroeste do Estado estão sem umidade”, diz Farina. “Noventa por cento dos incêndios são causados ​​pela ação humana. É muito difícil conter e identificar os responsáveis ​​pelo incêndio.”

— Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros de SP

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