À medida que os cortes nas taxas de juros se aproximam nos Estados Unidos, os investidores tendem a se posicionar em ativos de risco, como o mercado de ações de mercados emergentes como o Brasil. Se a aposta for confirmada, quem chegar primeiro acaba aumentando seus ganhos.
Nesta quinta-feira, mais um dado de emprego americano apoiou a tese de que ocorrerá um corte em setembro e que poderá ser de 0,50 ponto e não apenas os 0,25 pontos que já eram esperados. Quanto maior a redução, mais atrativo se torna o mercado acionário brasileiro.
- Diante dessa perspectiva, o Ibovespa subiu 0,29%, para 136.502 pontos, ainda abaixo da máxima atingida na semana passada quando ultrapassou os 137 mil pontos. No mês, aumentou 0,37% e, no ano, acumulou alta de 1,73%.
- O volume financeiro foi de R$ 13,6 bilhões, ante média diária de R$ 16,6 bilhões dos últimos 12 meses.
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“O dado de emprego mais fraco dos EUA hoje, o ADP, que serve como uma prévia da folha de pagamento, ficou abaixo das expectativas e causou uma rotação de carteira por parte dos investidores, sendo o Brasil um dos destinos”, diz André Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.
Ontem, O relatório “Pesquisa de Vagas e Rotatividade de Emprego” (Jolts), divulgado pelo Departamento do Trabalho, mostrou que o número de vagas em julho ficou abaixo do esperado e foi o menor dos últimos três anos.
“Com a desaceleração na criação de empregos no setor privado, os dados reforçam a possibilidade de uma política monetária mais flexível por um período mais longo”, afirma Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.
Também publicado esta semana, O Livro Bege, retrato da economia americana, trouxe mais sinais de desaceleração da atividade do país. O último dado da semana também é o mais aguardado, o relatório do mercado de trabalho denominado folha de pagamento, o mais acompanhado pelo Banco Central Americano (Federal Reserve).
Embora os índices europeus e Nova York caiu, a carteira de ações brasileira teve um bom desempenho justamente porque foi descontada e prometeu melhores retornos.
Se atender às expectativas, a tendência é que o fluxo continue em direção a países emergentes como o Brasil, o que traria dias mais positivos para o mercado acionário. Porém, caso supere as expectativas, parte dos investimentos realizados nos últimos dias poderá retornar aos Estados Unidos.
Existe também a possibilidade de os dados indicarem uma economia mais fraca do que o mercado gostaria. Neste caso, a recessão volta a ser considerada uma possibilidade, levando a uma aversão ao risco que afastaria os investidores do mercado de ações.
Os dados que apontam para uma economia mais fraca nos Estados Unidos podem ser lidos de duas maneiras: uma recessão se aproxima ou o corte nas taxas de juros deverá ser maior.
Embora a maioria ainda preveja uma redução de apenas 0,25 pontos percentuais nas taxas dos EUA na próxima reunião da Reserva Federal, a tese de que a economia precisa de um corte maior ganhou mais força.
Caso o cenário que o mercado espera realmente se concretize (com queda dos juros nos Estados Unidos e alta da Selic por aqui), o dólar deverá perder força frente ao real. Afinal, a renda fixa brasileira ganharia mais atratividade em relação à americana.
Com a queda das taxas de juros no exterior, os investidores tendem a buscar mais riscos em troca de melhores ganhos. A entrada de mais recursos no Brasil também ajuda a derrubar o dólar, já que a moeda ficaria menos escassa por aqui.
- A moeda americana caiu acentuadamente nesta quinta-feira. A moeda encerrou o dia sendo negociada a R$ 5,57 após cair 1,22%. No acumulado do ano, continua 14,79% mais caro.
Os prémios de risco caíram ao longo de toda a curva de rendimentos. Mas as maiores quedas ocorreram entre os contratos com prazos mais longos. “As taxas de juro aqui continuaram a cair, acompanhando o movimento dos títulos públicos americanos, com os investidores a apostarem cada vez mais num corte de 0,50% ali”, acrescenta Fernandes.
- As taxas de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 caíram de 10,98% para 10,983%. Os prêmios em contratos de prazo mais curto estão mais ligados às expectativas dos investidores em relação à Selic;
- Para janeiro de 2034, passaram de 12,06% para 11,86%. Estas taxas mais longas geralmente medem o “risco fiscal”, que é a capacidade do governo de manter as contas públicas atualizadas;
- Confira a movimentação das taxas do Tesouro Direto.
Durante a maior parte do dia, as ações do Petrobrás ajudou a sustentar o avanço do Ibovespa. Mas, no final do pregão, houve nova queda no preço do barril de petróleo. OK e outras mineradoras conseguiram avançar, assim como os títulos vinculados ao mercado interno, que se beneficiam do crescimento do PIB e da queda das taxas de juros.
Apesar de mais um dia de queda do minério de ferro, a Vale inclinou a balança para o lado positivo do índice.
Entre os maiores aumentos, temos empresas ligadas ao consumo interno, como MRV (MRVE3), Lojas Renner (LREN3) e Hapvida (HAPV3), ainda refletindo o bom número que vimos no PIB divulgado há dois dias.
“Os investidores estão apostando em ações que beneficiem o consumo da população brasileira, que foi o destaque desta linha no último PIB”, acrescenta Fernandes da A7 Capital.
Nos destaques de baixa estão as ações da Azul (AZUL4). “A empresa está lutando e fazendo de tudo para não entrar em recuperação judicial nos EUA, como aconteceu com a Gol, e há dias tenta encontrar soluções para resolver o impasse com seus credores”, acrescenta o analista.
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O pós Ibovespa sobe e atrai investimentos antes dos cortes nas taxas de juros nos EUA | Bolsas de Valores e Índices apareceram primeiro no WOW News.